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13/10/2026
Surgido na Europa nos anos 1920, o Art Déco atravessou o Atlântico e deixou marcas em cidades muito distintas. No Rio de Janeiro, tornou-se a linguagem de uma capital em transformação. Em Miami Beach, formou um dos maiores conjuntos arquitetônicos preservados do estilo, com mais de 800 edifícios tombados desde 1979.
Agora, vamos conhecer alguns aspectos desse estilo de artes visuais e os elementos que seguem influenciando a arquitetura e o design na atualidade.
O nome do movimento surgiu da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris, em 1925. O evento reuniu artesanato, indústria e uma visão otimista de futuro, que logo ganhou o mundo. Mobiliário, joalheria, cartazes e arquitetura passaram a compartilhar a mesma linguagem de formas geométricas e acabamento apurado.
No Brasil, o Rio de Janeiro foi um dos principais centros do estilo. O Edifício A Noite, de 1929, e o Cristo Redentor, inaugurado em 1931, são exemplos conhecidos por serem uma expressão da Art Déco. Volumes escalonados, linhas verticais e ornamentos geométricos ajudaram a compor a imagem da então capital federal e a posicionar a cidade como referência latino-americana do Déco.

A partir dos anos 1930, Miami Beach adotou o estilo em hotéis, cafés e residências. As fachadas ganharam cantos arredondados, marquises horizontais e tons pastel, em sintonia com o clima tropical.
Hoje, o Art Déco Historic District, na região da Ocean Drive, reúne esse acervo e mostra como o movimento se adaptou a contextos diferentes sem perder identidade.
Alguns princípios atravessaram as décadas e continuam presentes em projetos contemporâneos.
A geometria organiza a composição com linhas retas, zigue-zagues e motivos repetidos. A simetria define o equilíbrio de fachadas e ambientes. As cores marcantes criam contrastes e dão identidade ao conjunto.
Os materiais nobres, como mármore, latão, vidro e madeira, reforçam a percepção de qualidade. Já os acabamentos refinados mostram que o rigor nos detalhes faz parte do desenho, e não apenas da execução.
Essa lógica não é exclusiva da arquitetura. Ela se estende ao mobiliário e aos interiores, onde proporção, textura e precisão de execução definem a experiência de um espaço.

Na Idélli, referências históricas ajudam a ampliar o repertório de criação. Nos projetos de alto padrão, a escolha dos materiais, a composição dos ambientes e a atenção aos acabamentos dialogam com princípios que o Art Déco consolidou há cerca de cem anos.
Assim como em Paris, no Rio e em Miami Beach, o resultado depende do equilíbrio entre desenho e forma, e é isso que mantém uma herança estética atual. Por isso, revisitar o Déco é também uma forma de olhar para o presente.
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