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12/01/2026
Na Expo 2025 de Osaka, o Pavilhão das Mulheres surgiu como uma das estruturas mais simbólicas de toda a exposição mundial: uma obra arquitetônica que une propósito social, inovação pelas formas do design e superfície sensorial. Esses elementos foram concebidos no espaço por conta da arquiteta Yuko Nagayama & Associates, em colaboração com a Cartier, permitindo a criação de um pavilhão que rompe as fronteiras da arquitetura convencional ao mesmo tempo em que se ergue como um manifesto de igualdade a partir do protagonismo feminino em um futuro coletivo.

Foto: Victor Picon, cedida por Cartier
A base estrutural do Pavilhão das Mulheres reutiliza elementos da fachada Kumiko, originalmente apresentado no Pavilhão do Japão da Expo 2020, realizada em Dubai. Esse gesto reafirma não apenas a importância, mas a crença da reutilização de um design circular em projetos contemporâneos.
A partir da fachada icônica, onde percebe-se um inspirado padrão geométrico oriunda da clássica marcenaria japonesa, surge um jogo de luz e sombra que transforma cada passagem em um momento voltado à contemplação.
Aqui, ao fundir tradição e modernidade, a proposta de Nagayama redefine o papel da arquitetura como um elemento de sustentabilidade e continuidade, indo além do estético e abraçando o funcional. Além disso, o pavilhão foi desenhado também com a proposta do desmanche, com seus componentes podendo ser reutilizados em projetos futuros, alimentando um ciclo contínuo de criatividade.

Foto: Victor Picon, cedida por Cartier
Dentro do pavilhão, os transeuntes encontram sentido além da forma física.
A exposição é curada de maneira a criar uma narrativa sensorial e envolvente, utilizando o audiovisual, a música e o espaço para a contemplação. Ali, o ambiente se torna um guardião de histórias de mulheres de diferentes partes do mundo, convidando aos visitantes que conheçam e conectem suas experiências pessoais com questões contemporâneas.
Além disso, a obra também atua como um palco para o diálogo, eventos, palestras e encontros que estimulam o olhar ao amanhã, abordando temas como tecnologia, educação, cultura e identidade. Com isso, reforça-se o compromisso do pavilhão com a discussão colaborativa que alicerça um futuro compartilhado.
O projeto do Pavilhão das Mulheres reflete a crença de que quando mulheres prosperam, toda a humanidade também segue este rumo. Essa crença atua quase como uma pedra central da obra, com a mesma sendo percebida tanto nas formas quanto nos conteúdos: ali, a arte, arquitetura e ação social, todas convergem em um único espaço.
Assim, mais do que uma forma, o Pavilhão das Mulheres se caracteriza por atuar como uma ponte entre identidade, memória e futuro, indo além do material e das curvas para assumir um protagonismo no âmago de cada pessoa, convidando à reflexão, ao agir e à busca por um mundo equitativo.
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